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Padaria nos EUA usa um lendário computador dos anos 80 como caixa registradora até hoje

Padaria nos EUA usa Commodore 64 de 1982 como caixa registradora. Entenda por que o sistema antigo ainda funciona e virou atração.

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A Hilligoss Bakery, padaria em em Brownsburg, Indiana, ainda usa computadores Commodore 64, lançados em 1982, para registrar vendas no caixa.

Os equipamentos foram comprados no fim dos anos 80 e continuam cumprindo a função básica: registrar transações, somar valores, imprimir recibos. Nada de tela touch, nada de sistema na nuvem. Só um teclado, uma tela CRT e o barulho característico de quem viveu os anos 90.

O lendário Commodore 64

Dois caixas registradores antigos, de teclado bege com teclas coloridas, sobre gavetas de dinheiro pretas, ao lado de monitores de tubo com notas de papel cola…

O Commodore 64 não é qualquer peça de antiquário. É o computador pessoal mais vendido da história: mais de 17 milhões de unidades no mundo todo. 

Ele também virou ícone cultural. Apareceu em filmes, séries como “Todo Mundo Odeia o Chris”, e marcou uma geração inteira que descobriu programação e videogames pela primeira vez em casa. O modelo usado na padaria é o chamado “breadbox” (caixa de pão, em tradução livre), por causa do formato retangular arredondado. Tem até um chip de áudio lendário lá dentro, o SID, que até hoje é reverenciado por produtores de música eletrônica e entusiastas de retrogaming.

Por que não trocar?

Balcão de padaria com dois computadores antigos de teclado bege e monitores de tubo, caixas de papelão brancas empilhadas e um funcionário ao fundo, atrás de v…

A resposta é simples: funciona. E não custa nada manter. A Hilligoss está no mercado desde 19 de fevereiro de 1974, ou seja, já viu muita tecnologia ir e vir. Trocar os Commodores por um sistema moderno significaria gastar com hardware novo, software sob assinatura, manutenção técnica recorrente e, eventualmente, lixo eletrônico quando o próximo upgrade vier.

Computador Commodore 64 de cor bege, com teclado de teclas escuras e logotipo colorido da marca na frente, visto em ângulo

Enquanto isso, o C64 segue firme. Não trava. Não precisa de atualização. Não pede senha. E o melhor: chama atenção. Clientes mencionam as caixas registradoras vintage nas avaliações online, o que ajuda a reforçar a identidade do lugar. A padaria tem 4,7 estrelas no Google e 4,5 no Facebook — notas que qualquer negócio gostaria de ter.

Uma biblioteca de 10 mil jogos

O Commodore 64 também foi um gigante no mundo dos games. Mais de 10 mil títulos foram lançados para o sistema ao longo da vida útil da plataforma. Clássicos como The Pawn (1985) e The Last Ninja 3 (1991) ajudaram a consolidar o C64 como uma máquina híbrida: servia tanto para trabalhar quanto para jogar.

Essa versatilidade fez com que o dispositivo ganhasse até uma versão mini em 2018, com 64 jogos pré-instalados — um aceno nostálgico para quem cresceu nos anos 80 e 90.

Caixa de papelão da versão mini do computador Commodore 64, com o teclado e o joystick vermelho do console ilustrados e o texto "64 games included

Donuts como marca registrada

Caixa de papelão aberta com variedade de donuts glaceados, cobertos com granulado colorido, polvilhados com açúcar e com cobertura de chocolate

Mas o verdadeiro destaque da Hilligoss não é a tecnologia retrô. São os donuts. Clientes elogiam consistentemente no perfil do estabelecimento no Google a qualidade dos produtos e os preços acessíveis. “Esta é a loja de donuts que todos os outros lugares de donuts gostariam de ser. Cada donut, dinamarquês ou biscoito é feito com amor e fica evidente. Preços excessivamente modestos. 10/10 recomendo!”, escreveu um consumidor.

Fachada de padaria com tijolos claros, telhado metálico azul e letreiro vermelho "BAKERY", com placa de "OPEN" na vitrine

 

O charme vintage do caixa pode atrair curiosos, mas é a qualidade que faz a clientela voltar.

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Foto de William R. Plaza
Postado porWilliam R. Plaza

Editor-chefe no Hardware.com.br, aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Segue lá no Insta: @plazawilliam Elogios, críticas e sugestões de pauta: william@hardware.com.br

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